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Noticas

07/12/2006 Governo Muda valor da Isenção do IRRF

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mudou de opinião e admitiu nesta quarta-feira que haverá reaju

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mudou de opinião e admitiu nesta quarta-feira que haverá reajuste na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Segundo ele, há uma negociação em andamento no Congresso para corrigir a tabela para 2007 de 3% e mais 3% para 2008. A proposta foi feita pelo relator-geral do Orçamento do ano que vem, senador Valdir Raupp (PMDB-RO). A decisão foi tomada após uma longa reunião envolvendo técnicos da Receita Federal e parlamentares da Comissão de Orçamento. Estavam isentos do Imposto de Renda os trabalhadores que ganhavam até R$ 1.257,12 por mês. Agora, estão isentos os trabalhadores que ganham até R$ 1.294,84 por mês, segundo o Jornal Nacional. A decisão faz parte da série de medidas anunciada pelo governo para incentivar um crescimento mais forte do País no próximo ano. Há duas semanas, Mantega tinha dito que a correção da tabela do Imposto de Renda não era uma prioridade. No entanto, na tarde de hoje o ministro afirmou que havia "um interesse em negociar a correção". A declaração também vai contra uma fala do secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, que afirmou que a correção estaria fora do pacote tributário que está sendo estudado pelo governo. O relator do Orçamento havia anunciado há duas semanas a proposta de reajuste de 10% para a tabela em duas etapas, uma em 2007 e outra em 2008. A Receita Federal calcula que uma nova correção nesse patamar custaria em torno de R$ 3 bilhões. Mantega disse ainda que estão em discussão a reforma da Previdência e o reajuste dos salários do funcionalismo público, mas não deu mais detalhes. Segundo ele, a discussão da CPMF, que expira em dezembro de 2007, ficará "para outro momento". Recentemente, ao mostrar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as medidas para animar a economia, Mantega citou que havia duas opções para a CPMF. Uma delas era um corte linear e gradual da alíquota, atualmente de 0,38%. A outra idéia era eliminar o tributo nas operações de crédito

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